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Vivências de estudantes de medicina: a branquitude nas relações etnicas.

Autor(a)

Julia Borba Caetité Algarra

Resumo

Neste trabalho, teve-se como objetivo central compreender como se dão as vivências dos estudantes brancos e negros – pretos e pardos – (IBGE, 2010) do curso de Medicina da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB, tendo em vista a branquitude nas relações étnicas. Os dados foram construídos por meio de entrevistas de História de Vida, a partir dos estudos da Psicologia Social, com os estudantes do 4o ano do curso de Medicina da Uesb, através de observações participantes e caderno de campo. A presente proposta de pesquisa ancora-se numa perspectiva qualitativa, em que é possível (re)pensar, (re)refletir e (re)analisar hipóteses e investigações, a partir do contato com o que se propôs investigar. Os resultados revelaram que os estudantes carregam consigo os marcadores étnicos de suas histórias de pertencimentos, porém, para a maioria deles, o fato de cursar medicina tem mais relação com o status social que o curso tem e/ou proporciona. Os estudos realizados nos permitem ainda, compreender a importância de se discutir e problematizar as relações étnicas entre estudantes negros e brancos em nossa sociedade, problematizando ainda sobre a questão dos privilégios da população branca, através do conceito de branquitude, que contribui para a manutenção da pobreza, da segregação, do racismo e das desigualdades.